Guia sobre abandono e
evasão escolar: um panorama
da educação brasileira

Selecionamos os principais conteúdos do Observatório de Educação que abordam as razões apontadas e os contextos vividos por estudantes do Ensino Médio que aumentam as probabilidades da não continuidade dos estudos.

Introdução

A escola tem um papel social essencial quando se trata de potencializar vínculos sociais, desenvolver habilidades físicas e cognitivas e de tornar o aluno um agente social, atuante em sua comunidade. No entanto, existem percalços e negações diárias do direito à educação que aumentam a probabilidade dos jovens não darem continuidade aos estudos.

Por trás de situações de infrequência, abandono e evasão escolar, existem motivações das mais diversas naturezas: gravidez, falta de conexão dos conteúdos escolares com os interesses e desejos dos estudantes, necessidade imediata de geração de renda para apoiar a família, entre outros. E é na adolescência que o problema apresenta-se com maior intensidade. Em 2018, 8,8% da população entre 15 e 17 anos estava fora da escola, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Existe uma idade crítica para a evasão escolar no Brasil. No ensino fundamental, com mais ou menos 13 anos de idade, a proporção de jovens na escola chega a 97%. Essa proporção cai quando se trata de jovens de 16, 17 e 18 anos. Após os 18 anos a queda volta a ser suave. Ou seja, o pico da evasão acontece entre os 14 e 18 anos de idade.

Esta faixa etária coincide com a idade adequada para frequentar o ensino médio. E isso pode estar ligado às deficiências do Ensino Médio brasileiro, às questões sociais ou repetência, já que muitos não chegam a finalizar o ensino fundamental, ou ainda à experiência escolar que pode ter sido negativa. Neste caso, o constrangimento muitas vezes causado por uma baixa compreensão do conteúdo no Ensino Fundamental pode ser um dos fatores do não ingresso no Ensino Médio. Confira o texto “A relação entre o abandono escolar no Ensino Médio e o desempenho no Ensino Fundamental”.

Neste cenário, que movimentos os gestores escolares podem fazer para agir preventivamente e diminuir os níveis de evasão e abandono? No decorrer desta página você encontrará conteúdos do Observatório de Educação – Ensino Médio e Gestão, uma plataforma desenvolvida pelo Instituto Unibanco, com as principais informações, dados e análises para compreender os motivos e desafios para ajudar os estudantes a concluírem a Educação Básica e também iniciativas bem sucedidas de educadores de todo o país.

Infrequência e desistência: as diferenças entre abandono e evasão escolar

Um jovem longe do sistema de ensino é um problema que vai muito além dos limites físicos da escola: se torna uma questão social. Para compreender melhor o problema e buscar a solução mais adequada, é preciso, primeiro, entender a diferença entre os conceitos de abandono e evasão escolar. Apesar de serem usados muitas vezes como sinônimos, eles especificam casos diferentes que os estudantes deixam a escola.

Deixar de frequentar as aulas durante o ano letivo caracteriza o abandono escolar. Já a situação em que o estudante, seja reprovado ou aprovado, não efetua a matrícula para dar continuidade aos estudos no ano seguinte é entendida como evasão escolar.

A educadora e gestora da educação Macaé Evaristo explica com mais detalhes as diferenças entre estas duas situações de infrequência escolar. A entrevista foi concedida quando a especialista era Secretaria de Educação do estado de Minas Gerais, cargo que ocupou de 2015 a 2018. Confira no vídeo abaixo.

Assim, se a quantidade de jovens desta faixa etária fora da escola aumenta conforme o passar do ano letivo, temos uma subida dos números de desistência, o que caracteriza o abandono escolar. Por outro lado, tratamos de evasão escolar quando o aluno frequenta um ano da escola, mas não se matricula no ano subsequente. Acontece a evasão quando não há registro de matrícula do estudante nos Censos Escolares nos anos após ao que ele frequentou. O Observatório de Educação fez um Roteiro de Análise de Indicadores Educacionais sobre Abandono e Evasão Escolar que você pode ler clicando aqui.

Quem são os jovens que mais evadem e por quê?

Entender a razão que leva um jovem a estar fora da escola é essencial para se chegar a um diagnóstico e, consequentemente, conseguir criar soluções para amenizar este cenário. Os indicadores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - PNAD (IBGE), mostram que o contexto familiar pode influenciar na decisão de abandonar a escola.

Contexto familiar pode influenciar na decisão de abandonar a escola.

Quando o contexto familiar do aluno é de uma família chefiada por um homem branco, com pelo menos a escolaridade média completa, renda alta e residente de área urbana, a chance deste aluno frequentar normalmente a escola é de, no mínimo, 79%. Quando se trata de famílias chefiadas por mulheres negras, analfabetas e de área rural, o índice máximo é de 65% no Estado do Maranhão e de 21,7% em Santa Catarina.

Desta forma, pode-se entender que o avanço escolar está ligado às questões raciais e socioeconômicas. Enquanto pessoas brancas e de renda mais elevada alcançam níveis mais altos de escolaridade, pessoas negras e de renda mais baixa tendem a ter um menor índice de avanço escolar. E mesmo entre os mais pobres, os piores indicadores educacionais são observados entre os estudantes negros.. Essas disparidades são fruto do racismo estrutural existente na sociedade brasileira, que é expresso pela desigualdade persistente nos indicadores educacionais e econômicos, refletidos nos ambientes familiares. A página especial Desigualdade Racial na Educação, publicada pelo Observatório de Educação, apresenta em detalhes o problema.

Estes dados mostram que o choque socioeconômico faz com que alunos deixem a escola não só por terem que sustentar suas famílias, mas também por não terem condições financeiras de manter a frequência escolar. Sem condições de pagarem transporte até a escola e também alimentação, por exemplo.

A desigualdade racial nos dados sobre evasão escolar no Brasil

Uma queda nos índices de abandono escolar foi registrada nos últimos anos no Brasil. Este é um dado positivo, já que tanto estudantes brancos quanto negros têm evadido menos das escolas, de um modo geral. No entanto, o dado revela que a desigualdade se mantém praticamente a mesma quando comparadas raça e cor dos estudantes. Uma distância de 2,8 pontos percentuais mantém essa desigualdade.

Se comparados os dados de 2017 para 2018 do Censo Escolar, a taxa de abandono entre jovens negros subiu 0,1%, enquanto o de jovens brancos diminuiu na mesma proporção. Confira os gráficos completos na seção Educação em Números.

Evasão escolar entre brancos e negros

A diferença de raça e cor quando falamos de abandono e evasão também se intensifica se analisarmos os dados entre adolescentes homens e mulheres. Jovens negros, de ambos os sexos, representam 59,8% do público fora do ambiente escolar, sobretudo quando observados os de sexo masculino, que somam 34,7%. Na seção Educação em Números você encontra os principais dados sobre a desigualdade racial na educação e a entrevista do professor Marcelo Paixão, da Universidade do Texas, sobre o assunto.

Diferenças de gênero no abandono escolar

O abandono e a evasão escolar entre adolescentes homens e mulheres têm cenários e motivações diversos. Os números gerais apresentados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - PNAD Contínua-, do IBGE, com dados de 2015 sobre acesso e frequência à escola, apresentam essa diferença. Ao analisarmos o gráfico abaixo, nota-se uma distância entre os sexos, o que implica que a população de determinado sexo é maior que a de outro. Confira aqui os dados sobre a desigualdade de gênero nas escolas. Confira aqui os dados sobre a desigualdade de gênero nas escolas.

Desigualdade de gênero nas escolar

Apesar dos dados de acesso serem quase iguais, a tendência ao abandono é maior entre homens. Segundo o Censo Escolar 2018, enquanto 6,1% das pessoas do sexo feminino deixam o ano letivo antes do encerramento, 7,7% do sexo masculino deixam a escola durante o período.

Já as motivações para abandonar os estudos seguem um padrão. Para meninas, ter um filho pode ser considerado um fator decisivo na hora de evadir do ensino médio. Das adolescentes fora do ambiente escolar, 29,6% são mães, enquanto 13,7% estão fora, mas não tiveram filhos. No caso de meninos, o maior índice de evasão pode ser associado ao mercado de trabalho: 39,3% saíram da escola para trabalhar. Das meninas que estão fora da escola, 15,8% ingressaram no mercado de trabalho. Na seção CEDOC você encontra mais conteúdos sobre a temática, como por exemplo no capítulo 4 da publicação Jovens e o Ensino Médio: desafios para a educação brasileira , produzido pelo Instituto Unibanco.

Os jovens que não trabalham nem estudam

Estudos internacionais mostram que a escolaridade é uma variável chave na obtenção de progresso econômico e bem-estar para um país e seus cidadãos. Isso quer dizer que pessoas escolarizadas ocupam os melhores postos e têm menos probabilidade de se tornarem desempregadas.

Isso quer dizer que um nível maior de escolaridade faz com que o trabalhador tenha maiores salários e maiores taxas de crescimento econômico. E não só isso: para além de aspectos financeiros, a escolaridade é associada a benefícios não-econômicos: redução da criminalidade, segurança, saúde, redução dos números de gravidez na adolescência, etc. Nesse sentido, um número brasileiro preocupa: o total dos jovens que evadem a escola, 44,9% não trabalham.

Jovens que evadem a escola

Diante dos incontáveis benefícios futuros, é preciso que a escola, poder público e sociedade reforcem incansavelmente o valor da educação para sua população jovem. Ter quase metade dos jovens evadidos da escola em casa, sem trabalhar, mostra que além de questões econômicas, uma possível falta de interesse pelo ambiente escolar, que não é atrativo para o aluno, tem pesado fortemente nas decisões dos adolescentes em parar de frequentar a escola.

A evasão de jovens LGBTQIA+

A discriminação sofrida pela orientação sexual de jovens é um dos motivos para o abandono escolar de pessoas LGBTQIA+. Segundo o Pesquisador em Diversidade Sexual, Toni Reis, “nós temos uma cultura heteronormativa, ou seja, a pessoa tem que ser heterossexual e quem rompe com essa barreira acaba sofrendo as consequências: chacota, preconceito, discriminação e a violência”.

Sendo a escola um reflexo do mundo, um espaço para o debate e o acolhimento independente da orientação sexual, como a educação pode colaborar para o fim deste problema? Confira o vídeo completo do Conexão Futura sobre Evasão de Jovens LGBTs disponível no CEDOC.

Se observada a experiência vivida pelas pessoas trans e travestis, a valorização e respeito à diversidade se mostra ainda mais essencial. O respeito ao nome social e a garantia ao uso do banheiro próprio à identidade de gênero das pessoas trans e travestis, por exemplo, são medidas mínimas que podem auxiliar o enfrentamento à transfobia no espaço escolar. A transfobia caracteriza-se como todo ato, discurso, preconceito, política ou postura discriminatória contra pessoas trans e travestis.

Pesquisa realizada pelo defensor público João Paulo Carvalho Dias, presidente da Comissão da Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), estima que no Brasil 82% das pessoas trans e travestis tenham abandonado os estudos ainda na Educação Básica.

A gravidade dos índices de evasão da população trans é um dos indicadores utilizados por pesquisadores para definir esse processo como uma verdadeira exclusão, fruto de uma pedagogia da violência. O conceito de pedagogia da violência foi elaborado pela pesquisadora Luma Nogueira de Andrade, primeira pessoa trans a concluir o doutorado em rede pública no Brasil. Em recente entrevista para a revista Capitu, do grupo Estado, a especialista abordou a exclusão das pessoas trans do espaço escolar enquanto processo de evasão involuntária:

“Por não nos enquadrarmos dentro dessa ordem, passamos por um processo de exclusão tão bárbaro que passei a nomeá-lo na minha tese como pedagogia da violência. É um tipo de pedagogia que vai tentar ensinar as pessoas a ter uma forma de comportamento de acordo com os padrões conservadores, nem que precise usar de violência física, psicológica, moral e todos os outros seus aspectos. Quando fui a campo entender por que as meninas não iam à escola, descobri que aquilo se dava por elas não terem a oportunidade de ser elas mesmas. Nos dados da Secretaria de Educação, esses casos constam como evasão, o que culpabiliza a pessoa. Então, eu utilizo o conceito de ‘evasão involuntária’, porque não é algo desejado pela estudante, mas sim imposto.”

Entenda melhor os desafios das pessoas trans e travestis na educação no conteúdo multimídia, publicado aqui no Observatório da Educação.

A evasão no período noturno

O jovem que se matricula no período noturno possui particularidades e um perfil diferenciado dos estudantes que estudam durante o dia. Entender as demandas destes casos é o primeiro passo para criar soluções na redução do abandono escolar. Segundo Censo Escolar de 2018, a maior taxa de abandono escolar acontece no turno da noite.

A evasão no período noturno

Dos estudantes do período noturno, 21,1% larga o Ensino Médio logo no primeiro ano. Em maioria, os homens são 15,6%, enquanto as mulheres representam 12,7%. Em relação à cor e raça, 15,7% são negros e 11,3% brancos. Confira os dados em “Taxa de abandono noturno na rede pública de Ensino Médio.

Que medidas o educador do período noturno pode tomar para que o aluno não perca o interesse na educação escolar? Sheylla Barros, Coordenadora pedagógica da E.E. Santo Afonso, no Ceará , explica no vídeo abaixo os principais desafios do ensino noturno e as medidas tomadas pelos professores para evitar a evasão dos estudantes.

Antes com turmas fechadas, os gestores da escola perceberam que demonstrar interesse na situação do estudante, tentar uma aproximação e monitorar a frequência, faria com que a escola mantivesse suas turmas noturnas abertas e em pleno funcionamento.

Qual o papel da gestão escolar para evitar o abandono e a evasão?

Como abordado anteriormente, os jovens que evadem a escola, em sua maioria, por razões econômicas ou familiares. Estes são fatores externos que a escola muitas vezes não consegue interferir diretamente. No entanto, o fato de que quase metade dos jovens evadidos da escola não trabalha, pode significar que para alguns estudantes que a escola deixou de ser um lugar atrativo.

Interações negativas com professores, dificuldade de aprendizado, repetências, preconceito e questões emocionais presentes na adolescência podem ser a causa destas evasões. Neste sentido, tornar a escola mais interessante e atrativa aos alunos é um passo fundamental para que o estudante se mantenha no ambiente escolar.

Um estudo realizado pelo Instituto Unibanco em parceria com a Universidade de São Paulo revela que escolas com sinais de depredação alcançam médias maiores de abandono escolar. Isso não significa que reformar a escola evitaria esse abandono, mas nos faz pensar sobre questões mais subjetivas como a capacidade de gestão do diretor da escola ou outras características não observáveis dos alunos. Leia o artigo "Ensino Médio: como aumentar a atratividade e evitar a evasão?" na seção CEDOC.

“A evasão não é um ato repentino, mas fruto de um processo lento de desengajamento do estudante da escola” Reynaldo Fernandes, autor do estudo “Ensino Médio: como aumentar a atratividade e evitar a evasão?”.

Maria do Socorro Lima de Freitas, diretora da E.E.F.M Professor Aloysio Barros Leal (Fortaleza-CE), fala sobre as ações que que implementou na escola para motivar estudantes.

Neste sentido, o papel da gestão escolar se mostra completamente necessário. As ações propostas vão muito além de medidas para gerar o interesse dos alunos. Desenvolvem também habilidades que causarão uma transformação social, um incentivo para que alunos queiram mudar sua realidade. A partir de um olhar que identifica e valoriza as diversidades que compõem sua escola, cada gestor pode atuar e implementadar medidas que ajudem todo estudante a aumentar seu interesse nos assuntos relacionados à educação e entender o papel da mesma para um futuro promissor. Tal papel mostra-se ainda mais relevante no atual contexto, que o distanciamento e a necessidade de utilização de meios estratégias remotos acentuam as desigualdades e podem intensificar casos de evasão.

Bons exemplos de estratégias para evitar o problema da evasão e do abandono

A decisão de evadir a escola não acontece de uma hora para outra. Evadir é um processo lento de desinteresse em relação à escola. Faltas, repetências, deixar de realizar tarefas, são demonstrações de desengajamento que podem identificar os alunos que precisam de um cuidado especial neste sentido e demonstrar uma necessidade de atuação direta com eles.

Desenvolver e implementar ações de busca ativa, incentivar e possibilitar maior participação juvenil – com consequente melhoria do clima escolar –, aproximar e envolver a comunidade escolar, promover maior diálogo com as famílias, além de desenvolver ações focalizadas na questão racial, são alguns dos exemplos das ações de combate ao abandono e à evasão.

Evandro Souza, Diretor da Unidade Escolar Benjamin Batista, de Teresina - PI, afirma que medidas adotadas fizeram com que a evasão escolar reduzisse de 19% para pouco mais de 1% em nove anos. Neste vídeo, ele explica sobre como uma gestão participativa na escola influencia na permanência dos estudantes e diminui os casos de evasão e abandono escolar:

As monitorias também foram de extrema importância para a redução da evasão escolar na Unidade Escolar Dona Rosaura Muniz Barreto, localizada em São Miguel do Tapuio-PI. A gestora Maria Deusilene Marques Gomes conta no vídeo como projeto de monitoria contribuiu para a mudança deste cenário.

Já o gestor Aziz Ramos, da E.M.E.F. Oziel Alves Pereira, localizada em Campinas-SP, implementou em toda a escola projeto de valorização da identidade negra e promoção de diálogo sobre o racismo. Ele descreve no vídeo como o projeto nasceu e os impactos positivos gerados no clima, medida que combate e previne possíveis casos de abandono.

Uma das questões que pode mitigar a evasão escolar é a melhora da comunicação entre a escola e a família do estudante. Vários estudos mostram que, também em virtude de características socioeconômicas, estudantes que têm pais mais envolvidos em suas vidas escolares possuem melhor desempenho escolar. Ricardo Paterlini, gestor da E.E.E.F.M Coronel Gomes de Oliveira, de Anchieta-ES, mostra como a escola melhorou a relação com as famílias dos estudantes:

Este é um momento importante para pensar nestas questões, já que a pandemia da Covid-19 tirou os jovens de dentro do ambiente físico escolar. E a volta deles para dentro da sala de aula pode não acontecer. Neste sentido, as ações intersetoriais e comunicação podem ser chaves para mitigar aumento do abandono e da evasão. Confira no texto do Observatório de Educação, na seção Em Debate. . Leia também o texto “O delicado percurso de volta à escola em tempos de pandemia”.

Em 2008, o índice de evasão da E.E.M Liceu do Conjunto Ceará chegou a 10,5%, um dos piores índices do estado. Maria do Socorro Nogueira de Paula, diretora da escola, se dedicou a mudar este patamar. Realizando as chamadas e incentivando colegas de turma a contatar estudantes com maior número de faltas, falando com as famílias e realizando visitas presenciais a escola conseguiu reverter este quadro.

Tornar o clima da escola mais agradável e bem cuidado é parte de um plano para manter os alunos dentro do ambiente escolar. Envolver estudantes e a comunidade escolar foi a forma que a gestora do E.E.F.M Visconde do Rio Branco, Alnedi Costa Lima, encontrou para evitar a evasão e o abandono. No vídeo, ela explica a prática adotada para tornar a escola mais atrativa.

Quer saber mais sobre evasão e abandono escolar? Confira os links ao longo desta página e acesse com mais profundidade cada tema abordado nos conteúdos do Observatório de Educação. Confira outros conteúdos exclusivos no nosso Instagram @institutounibanco.

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