Ilustração
Desafio: Veja soluções que melhoraram a aprendizagem no ensino médio

Monitoria entre pares com foco nos que mais precisam

Resumo da solução

O projeto Células de aprendizagem, na E. E. F. M. Menezes Pimentel (Potengi-CE), nasceu da constatação de que as aulas eram anteriormente planejadas pensando-se principalmente nos estudantes de maior desempenho. Professores, estudantes e equipe gestora concordaram então em identificar os estudantes por níveis de proficiência (adequado, intermediário, crítico e muito crítico). Foram criadas células (grupos) de acordo com esses níveis e identificados os estudantes que poderiam ser líderes em seus grupos para ajudar os colegas. Cabe ao professor supervisionar todas as células, mas dar especial atenção aos estudantes mais prioritários. Como resultado, as aulas passaram a ter sentido e significado para todos, independentemente dos conhecimentos consolidados anteriormente, tornando cada vez mais efetivo o processo de inclusão e equidade.

 

 

Depoimento completo:

O projeto Células de aprendizagem, na E. E. F. M. Menezes Pimentel (Potengi-CE), nasceu da constatação de que as aulas eram anteriormente planejadas pensando-se principalmente nos estudantes de maior desempenho. Professores, estudantes e equipe gestora concordaram então em identificar os estudantes por níveis de proficiência (adequado, intermediário, crítico e muito crítico). Foram criadas células (grupos) de acordo com esses níveis e identificados os estudantes que poderiam ser líderes em seus grupos para ajudar os colegas. Cabe ao professor supervisionar todas as células, mas dar especial atenção aos estudantes mais prioritários. Como resultado, as aulas passaram a ter sentido e significado para todos, independentemente dos conhecimentos consolidados anteriormente, tornando cada vez mais efetivo o processo de inclusão e equidade.

 

A história que levou à adoção da nossa prática começa com a experiência de duas professoras de Língua Portuguesa que trabalhavam com grupos de estudos na sala de aula. Cada grupo tinha um líder que recebia o conteúdo antecipado para estudar e tirar dúvidas com as professoras, e, no momento da aula, se reunia com seus colegas para explicar o conteúdo. A ação foi sistematizada para compor o plano do Jovem de Futuro, no componente de Língua Portuguesa.

Todavia, durante uma reunião, a direção questionou para que tipo de  estudante as aulas estavam sendo elaboradas. Os professores foram unânimes em responder que sempre vislumbravam os estudantes com melhor desempenho. Apesar de terem consciência de que precisavam atender às necessidades de todos, não sabiam como fazê-lo. Em virtude dessa realidade, a diretora sugeriu que o trabalho envolvesse todos os docentes e fosse ampliado para todas as disciplinas, desdobrando-se em células de aprendizagem.

Cada célula é formada de acordo com o nível de proficiência de seus integrantes: adequado, intermediário, crítico e muito crítico. Os líderes atuam em três dos quatro níveis e o professor atende o grupo com maiores dificuldades, além de supervisionar cada célula. Em consequência disso, as aulas passaram a ter sentido e significado para todos, independentemente dos conhecimentos consolidados anteriormente, tornando cada vez mais efetivo o processo de inclusão e equidade.

Após a implementação do trabalho, percebemos uma mudança na postura dos estudantes. Eles sentem que são protagonistas no processo e se veem contemplados igualitariamente pelo projeto, principalmente os que estão nos níveis muito crítico e crítico.

Os professores começaram a perceber que a compreensão dos conteúdos ocorre de forma mais rápida. Aqueles com maiores dificuldades, que não conseguiam ser participativos nas aulas, por se sentirem incapazes, nas células passaram a dialogar com os colegas e a responder oralmente às perguntas dos professores. Além disso, houve um aumento de 20% no percentual de estudantes com todas as notas aprovativas, no terceiro período em relação ao segundo, e evolução no índice de frequência de setembro para outubro.

A experiência mostrou que é possível oferecer aulas com equidade, independentemente das diferenças entre os níveis de aprendizagem das turmas. Acreditamos que, no próximo ano, o trabalho poderá ser melhor sistematizado e se tornar nossa principal prática de transformação da realidade por meio do ensino com equidade.

A escola que tenha interesse em adotar essa ação precisa, antes de tudo, sensibilizar seus professores para eles acreditarem na ideia, pois são os principais agentes dessa transformação.


Depoimento por: Graciela Rodrigues de Sousa (gestora)
Instituição: E. E. F. M. Menezes Pimentel )

TEMAS TRABALHADOS:

Desempenho escolar; Equidade

Para saber mais sobre o tema:

Esta solução faz parte do Caderno de Boas Práticas em Gestão Escolar do Ceará (2019)

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