RECOMPOR APRENDIZAGEM AINDA É DESAFIO EM 2023
Passados quase três anos do início da pandemia de Covid-19, as perdas de aprendizagem são uma das consequências mais visíveis do prolongado período de ensino remoto sobre o desenvolvimento dos estudantes, e seus impactos continuam visíveis nas escolas neste ano letivo de 2023.
Boletim 85 - Fevereiro de 2023
Em termos práticos, as ações de recomposição das aprendizagens demandam num primeiro momento a sensibilização de toda a equipe pedagógica e o acolhimento dos estudantes, com o objetivo de se criar uma corresponsabilização mútua no processo. Uma vez estabelecido esse comprometimento de todos, o passo seguinte é a avaliação diagnóstica, para entender em que pé está a turma, quais as lacunas de aprendizagem e quais serão as habilidades essenciais trabalhadas (processo de priorização curricular). A realização desse diagnóstico bem como o planejamento de como se dará a recomposição exigem ainda formação docente para que os professores consigam definir tanto quais as melhores estratégias de avaliação como também quais as práticas pedagógicas mais adequadas.
Diferentemente das avaliações somativas, realizadas ao fim de um ciclo (como as conhecidas provas bimestrais feitas pelos alunos nas escolas), as avaliações realizadas ao longo do processo, chamadas de formativas, podem seguir tanto o formato tradicional (testes de múltipla escolha ou questões abertas) como se dar por meio de observação e registro em sala de aula, de rodas de conversa ou de portfólios produzidos pelos estudantes, entre outras formas. A escolha depende de qual o objetivo de aprendizagem e qual a melhor forma de verificar, produzir evidências de que o aluno efetivamente aprendeu.
O mesmo vale para a definição de quais ações e práticas pedagógicas serão utilizadas na recomposição, que deve se dar considerando quais as melhores estratégias para desenvolver aquela competência ou conteúdo. Como no contexto pós-pandemia as lacunas de aprendizagem estão presentes em turmas ou mesmo séries inteiras, muitos professores veem as metodologias ativas como o melhor caminho para recomposição, pois privilegiam o protagonismo dos alunos e estimulam o debate, a reflexão e a construção coletiva de conhecimento. A aprendizagem por projetos, por desafios ou entre pares/times são algumas das estratégias possíveis.
Aprendizagem em Foco é uma publicação quinzenal produzida pelo Instituto Unibanco.
Tem como objetivo adensar as discussões sobre o contexto educacional brasileiro, a partir de pesquisas, estudos e experiências nacionais e internacionais.
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PRODUÇÃO EDITORIAL
Redação: Fabiana Hiromi
Edição: Antônio Gois
Projeto gráfico e diagramação: Estúdio Kanno
Edição de arte: Fernanda Aoki
